Presente da Aly

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Íris Pereira


Para quem ainda tem alguma dúvida sobre mim, vou tentar falar um pouquinho do meu passado.
Nascida na malhada dos brito em 1951, abril dia 30, recebi o nome de Maria Irismar Pereira de Souza.
Fui embora para o Crato com a idade de 5 anos. fomos morar em uma casa grande e antiga na rua do posto, éramos vizinhos dos Batistas, eles tinham uma venda, era uma familia grande, tinha Jofeli, Jeová, Socorro, Jozafá,( sueca) Cleide, Joaguim ( Bau) e o mais novo Francisco, não lembro o nome da mãe deles lembro que o pai só o chamavam por seu Batistas e sei que eles eram das guaribas. Esses visinhos nos ajudaram muito. Ainda ai fui pra escola da professora Marly, filha do seu Celso Gomes, era um casarão enorme e bonito, era todo cheio de coqueiros e árvores frutíferas, lá o Pe.Frederico, um alemão, tinha uma capela onde rezava as missas e nos dava aulas de catecismo. Eu adorava ir naquele lugar. A Dona Marly me chamava de anjo de cachos negros.
Depois fomos morar na rua Tenente Antonio João, lá moramos por uns 4 anos, minha irmã Cida nasceu e fomos morar na rua Vicente Leite 105, vizinho do seu Totonho Noroes, nesta época eu estudava no grupo escolar Francisco José de Brito, eu tinha muitas amigas e amigos e passava as férias, feriados e finais de semanas entre os sitios Guaribas que eu ia com Carmelia Correia Luna, filha de Seu Eduar e D.Nazaré que era irmã de D. Naninha Batista esposa do seu Batista de quem fomos visinhos. Eu passava então o tempo dividido entre Ponta da Serra, juá do pai Correia, malhado. Era muito divertido ser criança na minha época, tínhamos nossas responsabilidades mas eramos livres, andávamos pelas ruas, pelos matos...pelos campos.
Ainda uma menina com 12 anos, franzina, de cabelos longos, estava sentada em um tronco de eucalipto que caíra no quintal de casa quando ouvi um rapaz desconhecido tinha lá seus 17 anos, dizendo pra D.Maria: Vovó, está vendo aquela menina ali sentada no eucalipto? Ela vai ser minha esposa, vou casar com ela, ele disse alto pra eu ouvir, levantei-me fui até onde ele estava e perguntei: Quem é você? e a vó Maria respondeu por ele, este é meu neto Eldenê filho de Luisa e Raimundo Bezerra, é o irmão do Evandro, ele veio da Bahia e vai morar aqui. Ele estendeu a mão e apertou a minha e eu vermelha de raiva perguntei porque falou aquilo? Ele respondeu com o modo educado e calma que só ele tem, você será minha esposa, eu sonhei isto ante de vir embora e vi você do mesmo modo que vi e com esta mesma roupa. Eu deu de ombros e saí chateada com aquela petulância, eu nunca tinha nem pensado em namoro. O fato foi comentado por todos, pois ele fez questão de ficar dizendo pra todos que eu era sua noiva. Minha vida continuava igualmente sempre fora, passeios, viagens, brincadeiras, fui ficando uma moça até sem muita beleza, mas algo chamava atenção nos meninos e rapazes, mas eu não era namoradeira, gostava mais de dançar. Fui muitas festas juninas fora pelos sítios aos arredores do Crato, Mas só namorei mesmo pela primeira vez com o Jairo Alves Ferreira da rua dos cariris, esse foi o primeiro a dizer sério que era namoro, depois vieram alguns pequenos namoricos, até resolver levar a sério o pedido do Eldenê em casamento, 1972, casamos na Igreja de Nossa Senhora Dos Pobres, cerimônia realizada pelo então pe.e professor Eugênio.Nesta época morávamos na rua Presidente Kennedy,vizinhos dos Alminos, Gonçalves,Albinos e de Roselita Lima do pai Mané, éramos muito amigas e ela foi minha madrinha de casamento juntamente com Ponciana Albino Alencar. Depois de casados fomos morar em Assaré, depois em Araripina, voltamos para o crato, fomos pra Zé Doca-Maranhão, ficamos alguns anos lá, voltamos para o Crato, onde o Eldenê foi professor da ETC, moramos na rua Presidente kennedy em em 1980 fomos para Petrolina-Pe ficando lá até 1984 quando viemos de vez para Ribeirão Preto -SP.Já com a minha filha Itassira com 10 anos e o Roberto 4. Foi o lugar que mais ficamos estabelecidos, mesmo assim por relutância minha em não mais mudar de cidade, aqui estavam todos meus irmãos, minha mãe e meu padrasto. Vivemos nosso casamento por 22 anos. Divorciamos, ele voltou pro nordeste e eu com a guarda dos filhos, fiquei aqui e casei-me novamente. Hoje a Itassira tem 36 anos, já foi casada tem uma filha de 10 anos a Brida. O Roberto está com 30 anos é casado há 7 anos com Daniela e todos moram comigo na mesma casa. Todos trabalham, eu cuido da casa e faço trabalho de Net Word, para estudantes de faculdades e cursos. E como todos sabem ainda dou uma de escritora, que na verdade é meu maior sonho, mas felismente ocupei mais o meu tempo cuidando dos outros e não quis sacrificar nenhum para continuar estudando, pois trabalhava durante o dia e noite era pouco tempo para ficar com eles. Bem ai está mais um pouco da minha história que não tem nada de diferente das demais mulheres brasileira.
Só um detalhe: De todos meus irmãos só ficamos nós, Cida e eu. Até meu Padrasto e minha mãe morreram.
Espero que alguns ao lerem se lembrem de mim, se não lembrarem, teremos oportunidade em nos revermos ou nos conhecermos muito em breve.
Maria Irismar Pereira de Souza
Íris Reflete

4 comentários:

Iris Pereira disse...

Não sei se fiz certo colocar estas fotos, peço que se você tiver idéia melhor pode mudar, eu estou cansada j´´e tarde. Eu não gostei das fotos, mas você tem muitas ai veja o que pode melhorar.
Obrigada

israel batista disse...

está otimo e parabéns pela coragem de abrir a sua vida em uma autobiografia parabéns mesmo abraços e fique com Deus

Paulo Laurindo disse...

Aquela passagem com o Eldenê é simplesmente fantástica. Porque não experimenta desenvolvê-la em forma de conto? Porque vc achou o desejo dele uma petulância?

Iris Pereira disse...

Meu amigo Israel, vindo de você o meu primeiro admirador, todo elogio é suspeito. Isto jé está no plano do livro, mas não estou me saindo bem porque escrevo assim aliatoriamente o que vou lembrando, não sei como funciona, mas vou dedicar-me exclusivamente a isto.
Mais uma vez obrigada.
Miris

Sobre a Autora

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Ribeirão Preto, SP, Brazil
3 partes de uma mulher: Maria da qual escrevo seu passado, seus sentimentos e suas verdades. Irismar já sem a Maria, companheira, amante, irmã, mãe, avó, sogra e amiga. Finalmente Iris a parte que reflete sobre as duas e tenta escrever o que descobre entender destas duas mulheres que são tão diferentes.

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