Presente da Aly

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Íris Pereira

Acabará na solidão

Acabará na solidão

               Não adianta vir agora chorar suas mágoas, pede desculpas e outra vez vai embora, no meio da noite, saí em silêncio, furtivo igual um ladrão, não meu querido desta vez não roubou nada de mim, também nada levará com minha permissão. A prendi finalmente, foi assim de repente, deu-me um alerta de sexto sentido, algo
está diferente, tudo está acontecendo perfeito demais, você chegou bem mais cedo trazendo minhas flores prediletas, o vinho de boa qualidade, estavas até bem vestido, mesmo assim fez questão de ir pro fogão e sua receita mais especial a colocou em panelas, foi um jantar maravilhoso, digno de uma lua de mel, até luz de velas clareavam suavimente o ambiente, um aroma gostoso no ar. Carinhos perfeitos trocamos como dois namorados e não somente amantes, desta vez foi diferente, aceitei tudo de modo natural, mas estava desconfiada, por que tanto agrado ? Porque não como antes, direto ao quarto, fazemos amor, loucuras imagináveis e quase nem existentes, completando o prazer cada um ao seu modo, mas juntos naquele momento que só dois amantes sabem fazer. No final a rotina, um banho, um beijo de despedida e sai porta afora sem promessa alguma, sem deixar esperanças de um breve retorno. Agora tudo isto, essa encenação toda, pra que afinal? O jantar perfeito, sorrisos, beijos, olhares apaixonados. Continuei sem entender, era presente demais...Fomos ainda com taças nas mãos brindando nossa noite que ia começar...Notei que seu celular não estava como de costume desligado e ao deixá-lo no criado mudo notei uma camada não atendida, tentou disfarçar, fui ao banheiro e não pude deixar de escutar, você ligou e foi logo explicando: Meu anjo espere não pude atender, te prometo ainda esta noite estarei ai com você, me aguarde que logo estarei em teus braços. Ainda tive tempo de vê-lo desligando.
             A unica coisa que não consigo entender é porque fazer tanto esforço pra continuar, porque a mentira? Dizer que ama, fazer promessas, iludir. É tudo tão natural, ou ama, ou só gosta de estar junto, do sexo, da química que rola, depois o até logo, sem cobranças, afinal o bom é não ter responsabilidade em não mentir.
           Agora foi o final, não foi um atrito, um desentedimento, foi um jogo maldoso, nunca lhe pedi seu amor, pelo contrario sempre o deixei muito livre. Agora ao sair feche a porta, rasgue meu endereço, meu telefone esqueça, não existo mais pra você. Mas lhe dou um conselho: Só der de presente o que realmente for seu. Só plante se puder regar e cuidar, assim terá o que de bom colher.
           Íris Reflete

4 comentários:

Antonio Correia Lima disse...

Parabéns pelo novo visual da página e pelo texto

Iris Pereira disse...

Pra você ver como demora a me visitar, já mudei varias vezes e este texto é antigo, só o repostei.
De qualquer modo obrigada
Iris Pereira

Iris Pereira disse...

Este texto é um dos meus prediletos, nunca aconteceu isto comigo, porém ao sentar para escrevê-lo era como se estivesse visualizando toda a cena.
Dedico à todas as pessoas que foram de algum modo enganadas pela pessoa que mais confiava.
Íris Reflete

joão alberto lupin disse...

íris, convoco você a ir ao "cariricult" e ler a minha última postagem "pegando no gancho do capitão gancho". é muito engraçada. grande abraço.

Sobre a Autora

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Ribeirão Preto, SP, Brazil
3 partes de uma mulher: Maria da qual escrevo seu passado, seus sentimentos e suas verdades. Irismar já sem a Maria, companheira, amante, irmã, mãe, avó, sogra e amiga. Finalmente Iris a parte que reflete sobre as duas e tenta escrever o que descobre entender destas duas mulheres que são tão diferentes.

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